Carta para o Vasco v.031_015

12014 foi um ano rápido, intenso e um tanto ou quanto estranho. O tempo, esse efémero elemento, comandou a minha vida a toque de caixa. Empregos perdidos, empregos ganhos, casamentos de amigos, nascimentos de crianças, arrelias e alegrias tudo condensado em 365 dias que agora vão ficar numa prateleira da memória. Não sou pessoa de balanços ou resoluções, sou um semi fatalista, em parte porque acredito que o que tiver de ser será, mas também porque sei que sem esforço e procura dificilmente conseguimos o que queremos.

Uma resolução de começo de ano de uma pessoa amiga foi “ser mais tolerante”, e na verdade aquilo ficou a ecoar na minha cabeça nos primeiros minutos de 2015…talvez seja isso mesmo que eu precise, de ser mais tolerante com os outros, com os que me rodeiam, com os que vão entrando e saindo da minha vida, mas principalmente ser mais tolerante comigo. Ficaram projetos por realizar, “não tenho tempo, estou cansado, amanhã faço”, pessoas por visitar e conversar, “amanhã ligo, estou sem saldo tinha de ir carregar o telefone”. Tanto para fazer e a percepção de que o tempo se me escapa pelos dedos deixa-me angustiado. Talvez sendo mais tolerante comigo mesmo, o tempo seja mais amistoso, e passe um pouco mais devagar.

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